A avaliação visual e estrutural (Ciclística)
O primeiro passo é o olhar crítico. Comece pela estrutura. Pequenos arranhões são normais, mas amassados ou marcas de ralado profundo em pontos como pesos de guidão, manetes e pedaleiras indicam queda séria.
Sinais de quedas graves: Batentes de direção e chassi
Gire o guidão para os dois lados até o fim. Verifique se os batentes (as saliências que limitam o giro) estão íntegros ou se foram soldados ou entortados. Verifique se o quadro (chassi) não tem trincas na região da coluna de direção (caixa de direção).
Inspeção do conjunto mecânico: Motor, suspensão e vazamentos
Abra o manual do proprietário: as revisões carimbadas valem ouro. Com a moto fria, verifique se não há vazamentos de óleo na junta do cabeçote ou retentores de bengala. Ligue o motor: barulhos metálicos rítmicos ("bateção de ferro") ou fumaça no escapamento são sinais de alerta claros.
Checagem da parte elétrica e eletrônica
Teste tudo: buzina, setas, farol alto/baixo e luz de freio. Se a moto tiver painel digital, veja se não há segmentos queimados ou se a luz do ABS se apaga após os primeiros metros rodados.
O Test-ride: Ruídos, engates de marcha e alinhamento
Se puder pilotar, sinta a moto. As marchas devem entrar com precisão (sem "escapar" na aceleração). Em uma reta segura, solte as mãos do guidão levemente: a moto deve seguir reta sem puxar para os lados.
Consulta de placa, histórico de leilão e multas pendentes
A parte burocrática é tão importante quanto a mecânica. Use aplicativos ou serviços de consulta para checar o Renavam, ver se não há multas em aberto, alienação fiduciária ou passagem por leilão (que desvaloriza a moto em 20-30%).